Apresentação CRF RMZ KXF 2010
Mal chegaram as motos de Motocross no Brasil por causa da crise atual e já foram divulgadas fotos dos modelos 2010 da Honda, Kawasaki e Suzuki. Destaque para injeção eletrônica na CRF 250 e RMZ 250.
Após o lançamento pela Yamaha da YZF 426 em 98 e YZF 250 em 2001 revolucionando o Motocross Mundial, muita coisa mudou e a tão falada manutenção mais em conta das motos 4 Tempos é uma realidade distante. Se por um lado há uma grande evolução dos modelos de um ano para outro, por outro, torna o modelo anterior ultrapassado rapidamente e consequentemente seu valor de mercado também cai drasticamente.
Estamos no ramo desde 2006 e percebemos a dificuldade que os proprietários tem para vender uma 4T tempos usada de dois anos para trás do ano corrente. Exemplo:
quem tem uma CRF, RMZ, YZF , KXF ano 2007 tem uma enorme dificuldade de vender a moto. Os motivos foram citados acima: os modelos atuais são bem diferentes dos anteriores e a manutenção de uma moto 4 tempos é cara e após o reparo, não se tem realmente a garantia que o motor não irá explodir novamente. Na era 2T, tão execrada atualmente, podia se comprar uma moto com 2 Tempos com cinco anos de uso tranquilamente e a única preocupação era se o cilindro estava ok...bons tempos que não voltam mais.
Na verdade todo mundo já descobriu os que os pilotos Pro ou quem tem condição, faz o seguinte procedimento: compra uma moto zero e vende sem abrir o motor oito meses depois da compra perdendo uma faixa de R$ 2000,00. Quem não entra nesta ciranda do “compra zero e vende sem abrir” corre um sério risco de dar manutenção no motor e aí o bolso sente o peso de ter uma moto 4T.
Por estes fatores o número de clientes que nos procura querendo trocar sua moto 4T usada numa 125 2T ou 250 2T está crescendo a cada dia, mas os proprietários dos poucos modelos 2T que entraram a partir de 2004 sabem que as motos estão se valorizando no mercado e com isto os preços não acompanham a depreciação de uma 4T, sem falar que mal são anunciadas e já são vendidas rapidamente. Duvidam? Tomem por exemplo o seguinte: quem hoje compraria uma 250F ano 2005? Com certeza irão preferir comprar uma YZ 250 2T 2005 com quadro de alumínio ou uma CR 250 2T ano 2004.
É tendência mundial a redução de custos no Motocross e com isto as motos 250 2T nos campeonatos amadores estão autorizadas a correrem com as 250F. Neste ano isto seria implantado no Campeonato Brasileiro, mas como o principal patrocinador do campeonato não fabrica mais motos 2T, esta iniciativa infelizmente foi abolida.
Obs: quando digo 4T estou me referindo as de competição de alta performance. CRF 230 e TTR 230 não entram neste quesito pois são motos para diversão, com o giro do motor (RPM) mais baixo que as de competição e tem manutenção mais em conta.
Mas vamos ao que interessa: abaixo as principais modificações para 2010. Somente a Yamaha não apresentou um novo modelo (até agora), que por sinal já está bastante ultrapassado em relação as concorrentes. Por ironia do destino, quem lançou a “Era 4T” está pagando um alto preço, pois colheu os louros do pioneirismo somente até o lançamento das concorrentes, sem falar que atualmente tem as melhores 2T de Motocross, motores que ela mesmo ajudou a sepultar.
CRF 250
- Motor completamente novo e mais compacto;
- Injeção eletrônica;
- Nova suspensão dianteira e traseira;
- Ponteira única melhorando o centro de gravidade (finalmente acabou a farsa da ponteira dupla que só tinha função estética e manutenção mais cara);
- Corpo da moto todo novo inspirado na 450.
CRF 450
- Novos retentores de suspensão dianteira;
- Suspensão dianteira revalvulada;
- Melhoramentos na suspensão traseira;
- Descompressor automático novo para facilitar a partida.
KXF 450
- Refinamentos no motor para melhorar performance, durabilidade, redução vibração, suavizando a entrega a da potência.
- Sistema de escapamento e ponteira revisados.
KXF 250
- Vários refinamentos no motor visando melhor performance;
- Baixa melhorada com modificações no sistema de escape (por enquanto continua sem injeção eletrônica).
RMZ 250
- Evolução na moto com a experiência do título conquistado por Ryan Dungey no AMA Supercross;
- Injeção Eletrônica;
- Motor mais forte em média e alta;
- Atualização do chassi buscando perfeição na maneabilidade (RMZ é líder neste quesito desde 2007 tanto na 250 quanto na 450).
- Melhorias na suspensão dianteira e traseira;
- Radiadores modificados;
- Number plates pretos.
RMZ 450
- Motor mais forte;
- Melhoramentos na injeção eletrônica;
- Modificações no chassi;
- Suspensão Showa revisada na dianteira e traseira.
Fonte e Fotos: Motocross Action Magazine
Tradução: Yuri BY-CROSS