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Mundial de Motocross (00/00/0000)
15/09/2009
15ª etapa - Honda GP Brasil - Canelinha - SC
GP Brasil encerra a temporada com sucesso de público Redação MotoX.com.br - Lucídio Arruda - fotos: Maurício Arruda
Largada MX1
Depois de dias seguidos de chuvas intensas o Sol finalmente deus as caras na cidade de Canelinha, SC, deixando a festa completa para a final do Mundial de Motocross 2009.
O público que no sábado voltou para casa decepcionado com a ausência das motos na pista conferiu um belo espetáculo a partir das 9 horas do domingo quando começou a primeira sessão combinada de treinos livres e cronometrados.
A organização fez um trabalho excepcional e conseguiu preservar a pista de todo excesso de água. Se nos treinos da manhã a situação do terreno ainda estava bastante pesada, na primeira largada a pista já pôde ser usada em todo seu potencial pelos pilotos.
O cenário do sábado não era muito animador
A Pista
Completamente reformulada a pista de Canelinha em nada lembra o circuito antigo que recebe provas do Brasileiro de Motocross há décadas. O sentido foi invertido e o traçado foi infestado de saltos, de todos os tamanhos, mas a maioria deles bem grandes.
A pista tornou-se praticamente um Supercross gigante ao ar livre. O único trecho sem obstáculos artificiais compreendia a reta de largada e a do pit. O resto do percurso foi recheado com grandes mesas, mesas, mais mesas, costelas, um triplo em subida, king em curva e até um trecho de sequências dividido em duas opções. Apesar da pista 100% artificial não deixaram de incluir um obstáculo "natural" como a curva descompensada da chegada.
Treinos
Largada MX2
Valentin Teillet
A programação concentrada no domingo colocou os treinos em uma única sessão para cada categoria. Os primeiros minutos foram de treinos livres. Depois de dez minutos a cronometragem foi ativada para a contagem dos tempos. Encerrada essa fase os pilotos já emendavam o treino de largada.
Na MX2 o francês Steven Frossard superou os cadidatos ao título por alguns centésimos de segundo. O português Rui Gonçalves foi o segundo e o também francês Marvin Musquin o terceiro, ambos decidiriam o título nas baterias disputadas aqui. O brasileiro Swian Zanoni foi o primeiro entre os não regulares no Mundial com a 15ª posição a 6.6 segundos do líder.
Na MX1 o campeão antecipado Antônio Cairoli, mesmo com o joelho (menisco) recém-operado, deu show para o público com muito estilo nos saltos. No finalzinho do treino fez duas voltas muito rápidas e roubou a pole de Clement Desalle. Max Nagl foi o terceiro e Marc De Reuver o quarto. A 4,6 segundos de Cairoli, Balbi foi o melhor brasileiro na 12ª posição deixando 4 pilotos do Mundial para trás. O resultado completo dos treinos está nesse link.
As disputas entre Musquin e Gonçalves não duraram muitas voltas
Corridas
MX2 - Musquin conquista o título, Roczen o coração do público
Marvin Musquin voa para a vitória no GP Brasil
Rui Gonçalves assumiu a ponta na segunda curva da primeira bateria seguido de Valentin Teillet, Ken Roczen e Marvin Musquin.
O líder do campeonato poderia adotar uma estratégia conservadora para simplesmente garantir o título, mas partiu para cima dos concorrentes e na quarta volta já era o líder.
Gonçalves parecia não encontrar o melhor traçado da pista e foi perdendo posições até completar a corrida no quinto posto atrás de Frossard. Teillet se acomodou em terceiro enquanto o jovem Roczen, de apenas 15 anos, manteve Musquin no gás até a bandeirada.
Com o resultado o francês garantiu o título já na primeira bateria. Apesar de cair na largada e sair de último o melhor brasileiro foi Swian Zanoni, na 15ª posição.
Steven Frossard e Ken Roczen
Thales Vilardi
Segunda bateria - Gonçalves novamente foi o melhor na largada, mas da mesma maneira que na primeira bateria não demorou para ficar fora da briga pela liderança. E a disputa desta vez foi entre três pilotos. Musquin, Roczen e Frossard aceleraram tudo que suas especialíssimas 250Fs podiam do início ao final da bateria.
Roczen chegou a assumir a liderança em alguns instantes até que algumas "trocas de tinta" depois Musquin conseguiu recuperar a ponta para encerrar o campeonato no topo do pódio. Os três primeiros chegaram separados por menos de 2 segundos. Palmas para Musquin que, com o título no bolso, poderia apenas passear mas acelerou tudo em busca de mais uma vitória. Palmas também para o jovem Roczen que com um estilo super agressivo conquistou a preferência das arquibancadas.
Nesta bateria o melhor brasileiro foi Thales Vilardi em 12º. Na geral do GP Zanoni garantiu a 14ª posição, o melhor resultado entre os sete brasileiros que marcaram pontos na prova ocupando até o 20º nas baterias.